CRCSP apoia a campanha Março Lilás, Amarelo e Azul-Marinho: conscientização sobre endometriose e os cânceres do colo do útero e colorretal

Publicado em 2/3/2026

Durante o mês de março a campanha destaca três cores para representar doenças que atingem milhares de brasileiros: câncer do colo do útero (lilás), endometriose (amarelo) e câncer colorretal (azul-marinho).

Março Lilás

O vírus Papilomavírus Humano (HPV) é responsável por 70% dos casos de câncer do colo do útero, sendo um dos principais fatores do desenvolvimento da doença. Entretanto, outras causas como o tabagismo, histórico sexual e sistema imunológico comprometido podem aumentar as chances de um diagnóstico.

Um dos métodos de prevenção ao câncer do colo do útero é a vacinação contra o vírus HPV que é fornecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e está disponível para meninas e meninos de 9 a 14 anos. Assim como a vacinação, o exame de Papanicolau é uma forma eficaz de prevenção e diagnóstico precoce.

Março Amarelo

No Brasil, uma em cada 10 mulheres sofre com os sintomas da endometriose - doença crônica que ocorre quando o tecido que reveste o interior do útero (o endométrio) cresce fora dele, podendo afetar órgãos como ovários, trompas e intestino - que variam entre cólicas menstruais intensas, dores durante a relação sexual, cansaço extremo, barriga inchada, infertilidade, entre outros.

Por ter sintomas associados ao período menstrual, a doença costuma ter um diagnóstico tardio, o que atrapalha no tratamento que pode incluir medicamentos, hormonioterapia e, em casos mais graves, a cirurgia para remoção do tecido endometrial.

Março Azul-Marinho

Dedicada à conscientização e ao combate do terceiro câncer que mais atinge brasileiros, a campanha Março Azul-Marinho traz informações sobre o câncer colorretal.

Apesar de existir altas chances de recuperação quando diagnosticado previamente, este tipo de câncer não demonstra sintomas em seu estágio inicial, podendo atrapalhar o tratamento.

O envelhecimento é um fator que pode aumentar as chances de desenvolvimento do câncer colorretal, assim como o sedentarismo, tabagismo e dietas pobres em fibras e ricas em gorduras. O diagnóstico é realizado através de uma colonoscopia que visualiza lesões no colón e uma retossigmoidoscopia pode ser utilizada para detectar lesões no sigmoide e reto. Os exames devem ser realizados periodicamente por quem tem histórico familiar e/ou tem mais de 60 anos.