Como parte da imersão promovida pelo Seminário de Planejamento Estratégico e Governança do Sistema CFC/CRCs, os conselheiros e suplentes presentes no evento foram convidados a conhecer mais sobre as prioridades, as ações e a estruturação da atual gestão, a partir dos projetos estratégicos implementados desde o início deste ano por áreas cruciais do Conselho Federal de Contabilidade (CFC).
O Painel de Excelência: Governança, Controle e Gestão Estratégica, realizado na tarde desta segunda-feira (9), teve como um dos pontos centrais a apresentação de dois instrumentos fundamentais para o cumprimento das metas relacionadas ao fortalecimento da capacitação interna e do diálogo externo com os profissionais da contabilidade e com a sociedade.
O primeiro deles foi a Escola de Governança (EGC), órgão executivo do CFC destinado à formação e ao aperfeiçoamento contínuo de todas as pessoas que compõem o organograma do Sistema CFC/CRCs. A diretora da Escola, Marisa Schvabe, apresentou os detalhes sobre o trabalho e o propósito da EGC dentro do planejamento estratégico da gestão.
Segundo ela, a Escola atua como um instrumento vinculado diretamente à Presidência e transversal a todas as vice-presidências do CFC, com objetivos voltados à inovação, modernização, desburocratização, capacitação, desenvolvimento e controle interno, entre outras frentes. Após apresentar as entregas da EGC e suas ações, projetos e programas, Marisa incentivou o público a se inscrever na plataforma da Escola e a participar da campanha de sugestões de temas a serem trabalhados pela EGC.
O segundo instrumento apresentado foi a Ouvidoria, coordenada pela conselheira Maria Dorgivanea Arraes, que tem o papel estratégico de atuar como canal oficial de interlocução com profissionais e colaboradores, além de funcionar como ferramenta de fortalecimento da imagem institucional, promoção da transparência e da conformidade normativa.
Dorgivanea explicou que, por meio de uma ouvidoria humana, estratégica e preventiva, é possível promover uma escuta qualificada que contribua para a tomada de decisões institucionais mais assertivas. “Entre as contribuições para a governança estão a identificação de riscos institucionais e fragilidades processuais, bem como a identificação de questões que sirvam de subsídio para as decisões do Plenário e da Diretoria”, destacou a conselheira.
Vice-presidências alinhadas com o propósito institucional
Durante o Painel de Excelência, também foram apresentados os projetos da Vice-presidência Administrativa, comandada pelo conselheiro Weberth Fernandes, e da Vice-presidência de Governança e Gestão Estratégica do CFC (VIGGE), liderada pelo conselheiro Haroldo Santos Filho. Ambos os vice-presidentes apresentaram seus planejamentos e as estruturas organizacionais de suas áreas.
Weberth Fernandes introduziu a nova política de gestão eficiente e desenvolvimento humano, que, segundo ele, visa proporcionar mais modernidade ao Sistema CFC/CRCs. São considerados vetores dessa política aspectos como a desburocratização, a inovação em processos com auxílio de tecnologia e a valorização das pessoas.
Entre os pontos mencionados, o vice-presidente abordou o aspecto orçamentário, com foco no uso racional e pragmático dos recursos. “Estamos com uma comissão que trabalha no redesenho de um orçamento mais enxuto, buscando compreender como esse orçamento pode se adequar aos propósitos de uma gestão racional, integrada e eficiente dos recursos administrativos e operacionais, com alinhamento entre planejamento, orçamento e execução”, afirmou Weberth.
Na sequência, Haroldo Santos Filho apresentou o planejamento da VIGGE, que, segundo ele, não está focado apenas no controle, mas no desenvolvimento institucional, de forma a construir um sistema forte, uniforme e integrado. As políticas estratégicas da pasta foram estruturadas em três eixos: sustentabilidade financeira e recuperabilidade; governança sistêmica e padrões mínimos de gestão; e equidade, apoio e fortalecimento dos Conselhos Regionais de Contabilidade (CRCs).
Ao detalhar os eixos, o vice-presidente destacou o desafio da equidade. “Hoje nós temos 27 realidades institucionais diferentes, com níveis distintos de maturidade de gestão. Há valores e índices financeiros completamente diferentes entre as regiões, assim como práticas administrativas heterogêneas. A ideia é fortalecer esse sistema como um todo, com CRCs individualmente fortes. Esse é o grande desafio. Nosso objetivo não é ter 27 sistemas diferentes, mas sim um sistema nacional forte”, concluiu.
Fonte: CFC- Gabriella Avila