Receita paga lote residual do Imposto de Renda nesta terça (31); veja valores e quem recebe

Publicado em 31/3/2026

A Receita Federal paga nesta terça-feira (31) o lote residual de restituição do Imposto de Renda liberado para março deste ano.

Ao todo, o lote contempla 87.440 restituições, destinadas a contribuintes prioritários, com valor total de R$ 300 milhões. A consulta ao lote foi aberta às 10h da última terça-feira (24) e pode ser feita por meio do site do fisco. É preciso informar CPF e data de nascimento.

Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal, em Meu Imposto de Renda, ou pelo e-Cac (Centro de Atendimento Virtual da Receita).

De acordo com a Receita, todo o valor deste lote será destinado a contribuintes com prioridade da seguinte forma:

Além disso, o órgão diz que 47.817 restituições serão destinadas a contribuintes que não possuem prioridade legal, mas receberam prioridade por terem utilizado a declaração pré-preenchida e/ou optado por receber via Pix. Nesse lote, não foram contemplados contribuintes não prioritários.

Como consultar se minha restituição está disponível?

  1. Acesse o site www.gov.br/receitafederal

  2. Clique em "Consultar Meu Imposto de Renda"

  3. Selecione "Consultar restituição do Imposto de Renda"

  4. Informe CPF e data de nascimento e clique sobre a caixa "sou humano"

Para checar suas informações sobre a situação fiscal por meio do e-Cac (Centro de Atendimento Virtual da Receita Federal), é preciso ter senha do portal Gov.br nível prata ou ouro.

Se identificar alguma pendência na declaração, o contribuinte pode enviar uma retificadora, corrigindo as informações que estiverem equivocadas. Com isso poderá sair da malha fina e receber a restituição, se for o caso.

A Receita também disponibiliza aplicativo para tablets e smartphones que possibilita consultar diretamente informações sobre liberação das restituições do IR e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.

O órgão diz que o pagamento é feito somente em conta do titular da declaração. Com isso, o pagamento não será realizado caso ocorra erro nos dados bancários informados ou algum problema na conta destino.

Caso haja erro nos dados bancários, a Receita oferece o serviço de reagendamento disponibilizado pelo Banco do Brasil, pelo prazo de até um ano após a primeira tentativa de crédito.

O reagendamento pode ser feito da seguinte forma:

Para reagendar, é necessário informar o valor da restituição e o número do recibo da declaração. Após o reagendamento, basta aguardar nova tentativa de crédito.

Caso o valor não seja resgatado em até um ano, o contribuinte deverá solicitar pelo Portal e-Cac, acessando: Declarações e Demonstrativos > Meu Imposto de Renda > Solicitar restituição não resgatada na rede bancária.

Como funciona o pagamento da restituição?

Quem cai na malha fina por inconsistências da declaração só consegue a restituição após enviar a declaração retificadora. Neste caso, o pagamento é feito nos lotes residuais, a partir de outubro.

Quando o fisco processa o IR e não encontra mais pendências, há o agendamento do pagamento dos valores a quem tem direito de restituir, conforme o total a receber, a data em que entregou a declaração do Imposto de Renda e a quantia disponibilizada pelo governo federal.

O que fazer se cair na malha fina?

Quem cai na malha fina precisa enviar uma declaração retificadora corrigindo o erro. O prazo para fazer isso sem que haja penalidades é de até cinco anos. No entanto, enquanto não entregar o IR sem pendências o contribuinte não recebe a restituição.

Como enviar a declaração retificadora?

É possível alterar os dados durante cinco anos, desde que o documento não esteja sob fiscalização da Receita.

A retificação do IR pode ser feita no programa gerador do Imposto de Renda no computador, no aplicativo para celular ou tablet, ou no e-Cac.

A principal dica da Receita Federal para quem vai retificar é não se esquecer de usar o programa do ano da declaração que precisa ser corrigida. Caso faça a retificação pelo e-Cac ou no celular, é preciso selecionar o ano correto.

Fonte: Folha de S. Paulo- Júlia Galvão.