Tema foi apresentado pela vice-presidente de Fiscalização, Ética e Disciplina do CFC, Sandra Campos, e pelo diretor-executivo da AML Reputacional, Joaquim da Cunha Neto
O CRCSP, em mais uma parceria com o Instituto Paulista de Contabilidade (IPC), realizou, no dia 2 de setembro de 2026, um seminário gratuito sobre “Prevenção à Lavagem de Dinheiro no Dia a Dia dos Escritórios Contábeis”. A atividade foi realizada no auditório do CRCSP e teve como palestrantes a vice-presidente de Fiscalização, Ética e Disciplina do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Sandra Maria de Carvalho Campos, e o diretor-executivo da AML Reputacional, Joaquim da Cunha Neto.
O presidente do IPC, Luiz Fernando Nóbrega, realizou a abertura do seminário e ressaltou a relevância do tema como uma prática diária na rotina das organizações. “Muitos colegas profissionais da contabilidade pensam que seu papel na prevenção à lavagem de dinheiro se resume à Declaração de Não Ocorrência entregue ao Coaf, mas cada vez mais vemos que isso não é verdade”, alertou Luiz Fernando, relembrando casos de empresas envolvidas em escândalos nos quais o contador também foi envolvido na investigação.
O CEO do AML Group, Luis Ramiro, participou da abertura do evento e reforçou a importância dos profissionais da contabilidade dentro das organizações. “Ninguém entende melhor os processos e a estrutura financeira do negócio que o profissional da contabilidade. Por possuir esse conhecimento, a prevenção deixa de ser somente uma obrigação e passa a ser uma questão de gestão de riscos”, explicou Ramiro.
Após a abertura, teve início a apresentação de Joaquim da Cunha Neto, diretor-executivo da AML Reputacional, empresa especializada em gestão de riscos regulatórios e reputacionais. O palestrante abordou o papel da prevenção a atos ilícitos como um instrumento de gestão, necessário tanto para a proteção do profissional contábil como para a melhoria dos processos da própria organização.
Cunha Neto ressaltou ainda que cada profissional e cada empresa têm sua própria realidade, estrutura e necessidades e que, por isso, não há uma “receita pronta de bolo” para a estrutura de prevenção. A análise criteriosa de cada empresa é, de acordo com o palestrante, o primeiro passo para implementar instrumentos eficientes de controle para identificar e coibir a lavagem de dinheiro e outros ilícitos.
O segundo painel foi ministrado pela vice-presidente de Fiscalização, Ética e Disciplina do CFC, Sandra Maria de Carvalho Campos, que trouxe a visão do Conselho Federal sobre como os profissionais devem promover a conformidade na empresa. O vice-presidente de Integridade, Ética e Disciplina do CRCSP, Wander Pinto, e o presidente do IPC, Luiz Fernando Nóbrega, também participaram do painel.
Sandra explicou que a prevenção à lavagem de dinheiro não deve ser feita esporadicamente, mas, sim, ter uma abordagem prática, profissional e integrada ao dia a dia da empresa. Ela apontou que, embora não seja obrigação do contador apurar e investigar atos ilícitos, o exercício da atividade contábil permite identificar operações que estejam fora dos padrões, que devem ser então notificadas ao Coaf para que o profissional evite ser envolvido em uma eventual investigação.
“Nós cuidamos do patrimônio de nossos clientes, mas quem cuida do nosso maior patrimônio, que é a nossa reputação?”, questionou a vice-presidente do CFC, que apresentou também a Resolução CFC n.º 1.721/2024, que regulamentou os deveres dos profissionais e organizações contábeis para a prevenção à lavagem de dinheiro.
O seminário conjunto com o IPC contou ainda com a presença do diretor Financeiro do IPC, Sergio Prado de Mello, da diretora Secretária, Neusa Prone Teixeira da Silva, do diretor Social da Aescon-SP, Demetrio Cokinos, e do presidente da Febrapam, José Maion.